terça-feira, 27 de outubro de 2015

Pra fugir da fila no CCBB!


Todo mundo sabe que a exposição Castelo Rá-Tim-Bum está no CCBB e tá bombando!

A possibilidade de rever cenários, figurinos, testes e trechos de entrevista com o elenco está levando os cariocas a formarem filas intermináveis nas portas do prédio da Primeiro de Março.

Mas se você tá doido pra ir mas não quer enfrentar fila, vai ficar muito alegre em saber que agora as visitas podem ser agendadas, de hora em hora, no site da Ingresso Rápido.

A exposição vai até 11 de janeiro de 2016.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Devir no Teatro Rival


Eu sou aficcionada por realities de música e culinária.

Conheci a banda Devir assistindo eles no Supestar e invejando uma colega de trabalho, que me contava, num misto de surpresa e embevecimento, que já tinha assistido eles muitas vezes, cantando no condomínio dela em Niterói.

Eis que apareceu um show deles no Teatro Rival na semana passada e com ele a oportunidade de saber se o que eu vi até então era música boa ou mágica da televisão.


Acabou que não me decepcionei. A banda é ainda melhor ao vivo e a vocalista, Amanda Chaves, realmente estourou o teto do pequeno Rival.

O repertório é cheio dos mash-ups apresentados no programa, revirados em músicas internacionais com clássicos da MPB, muito reggae, rap, jazz, soul, pop e rock.

As letras em inglês precisam de mais trabalho. Apresentar uma música sem saber a letra não é digno de uma banda que está querendo se estabelecer. Se tivessem mais músicas de autoria do grupo mesmo eu não reclamaria, afinal, depois do programa, o que a gente quer é ver tudo o que eles podem fazer e criar.

As músicas autorais do grupo mostram o potencial da banda e um lado mais suave da vocalista, mas não tem tanta inovação quanto as novidades apresentadas nas misturinhas.

A banda ainda apresentou participações especiais de Dudu Azevedo na bateria, que mandou muito bem, do instrumentista Guilherme Schwab, do Suricato, que impressionou tocando um instrumento de sopro aborígene e também na guitarra, e a cantora Lorena Simpson, que apresentou uma música tão entendiante quanto sua voz. Ficou parecendo muito que sua apresentação, sem muita presença de palco, não passava de uma inserção da Som Livre no show.

Ainda assim, o potencial da banda é imenso e saí do show com gostinho de quero mais.

Agora é acompanhar e ver o que mais essa galera de Niterói tem pra mostrar. Espero fortemente que a época de tocar no condomínio da Carlinha fique pra trás!


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Conversê no Porto, acarajé e intolerância religiosa

Stela à esquerda e minha amiga Jussara à direita

No ultimo dia 25 fui à Casa do Porto, um singelo sobrado no Largo de São Francisco da Prainha, pra discutir sobre intolerância religiosa. A conversa seria conduzida por Stela Caputo e Binho Cultura.

Ele, líder cultural na Zona Oeste da cidade,  negro, de dread e cordão, evangélico.

Ela, antropóloga, educadora e jornalista, moradora da baixada fluminense, branca, de olhos claros, candomblecista.

O tema era intolerância religiosa.

Aprendi, naquela noite, muito sobre as duas religiões e sobre essas duas pessoas, sobre suas trajetórias incríveis, e sobre seres humanos em geral.

Com o Raphael Vidal e a Néia, aprendi sobre receber bem, como quem recebe na sala de casa, sobre gestão cultural, empreendedorismo, economia criativa e sobre sonhos. Especialmente, sobre realizar sonhos.

Com a Mãe Sônia, do Tabuleiro da Baiana, aprendi sobre amor, respeito, criatividade e o que é um acarajé bem feito- depois do acarajé dela, acho que nunca comi um de verdade.

Acima de tudo, aprendi sobre respeito à diferença, sobre como religião não é só a maneira como você se liga com tudo aquilo que é supostamente divino, mas é a expressão cultural e de identidade de uma comunidade. É tradição, costume, dogma, mas, acima de tudo, amor. E por isso, nunca deve ser desrespeitada, negligenciada, discriminada nem marginalizada.

Aprendi sobre a crueldade das crianças, dos docentes, das instituições de ensino , dos núcleos familiares com suas crianças- e com os adultos também- mas pude ver também como as pessoas podem ser acolhedoras, respeitosas com o desconhecido, apesar de temerosas dele. Do respeito com o medo do desconhecido que as crianças tem, e como elas podem ser protetoras umas com as outras,além de extremamente sábias.

A energia ali era tão forte que em muitos momentos as pessoas choravam, ou por se identificar como vítimas de intolerância, ou com a confusão em relação à religião que às vezes acomete alguns de nós.

Talvez alguns lembrassem de como é confuso formar uma identidade complexa que comporte sua religião, ou por terem vivenciado em algum momento de suas vidas o acolhimento do amor de sua religião.

Discutimos até como lutar pelo respeito ao direito de todos nós de professar nossa religião, seja ela qual for, seja ela nenhuma.

Aprendi que "quem tolera, o faz apenas com quem não pode eliminar" (Stela), e que não devemos esperar pela tolerância, mas exigir respeito.

E aprendi que pra isso, devemos usar menos o ofá, a arma de Oxóssi, e mais o abebé, tentando sempre refletir o que é bonito. Para isso, devemos perseverar  na luta, mas com amor.

Afinal, o mel ainda atrai mais abelhas do que o fel. E o amor ainda agrega mais do que a hostilidade.

Todas as quartas a Casa Porto recebe convidados para palestras, oficinas e debates, visando discutir tópicos relevantes para a sociedade carioca e brasileira como um todo, bem como lançar um holofote à produção econômica e cultural das comunidades da Zona Portuária.

O objetivo é avivar a comunidade carioca, chamá-la a um movimento de raciocínio e reformulação, além de preparar a área portuária para o combate à gentrificação e à consequente morte histórica e cultural dessa região do Rio.

A Casa Porto convida todos os cariocas, de nascimento e coração, a participar desse movimento!



Stela autografou seu livro pra gente! Pena que não deu pra tirar foto com o Binho! Quando vi,  ele já tinha partido! :(



terça-feira, 14 de julho de 2015

Por quê o seu rincão é mais legal que o meu?




Faleceu no último dia 24 o cantor sertanejo Cristiano Araújo.

Ele era um jovem de 29 anos, bonito e representante do sertanejo universitário, tanto que seu maior sucesso consistia na repetição de algumas sílabas primárias, como muitas outras músicas sertanejas de sucesso hoje em dia.

Mas isso tudo você já sabia.

O grande sucesso de Cristiano Araújo é o tipo de música que faz Zezé Di Camargo e Luciano, Chitãozinho e Xororó e Leandro e Leonardo parecerem graduados em Literatura, e Tonico e Tinoco e Zé Rico e Milionário, verdadeiros doutorandos.

Mas era um jovem bonito, possivelmente talentoso, que fez fama e dinheiro cedo, mediante belo contrato com a Som Livre , da Globo (fato que obviamente não foi ressaltado no execrado texto de Zeca Camargo) e shows no eixo Sudeste - Centro-Oeste, e até no exterior.

A cobertura midiática sobre o trágico acidente que tirou a vida dele e de sua bela namorada de apenas 19 anos vem sendo ainda explorada de forma extenuante, de tão insistente, especialmente para aqueles que não dão a talvez devida atenção a esse gênero musical - e aqui eu me refiro ao sertanejo como um todo, veja bem.

Porque a maioria dos meus amigos e conhecidos do meu mural do Facebook não o conheciam, mas com certeza já ouviu e/ou sabe cantar NO RITMO os seguintes versos:

Eu sei que te amo, 
Chega de mentiras  
De negar o meu desejo 
Eu te quero mais do que tudo 
Eu preciso do seu beijo 
Eu entrego a minha vida 
Para você fazer o que quiser de mim 
Só quero ouvir você dizer que sim

Ou ainda:

Em vez de você ficar pensando nele 
Em vez de você viver chorando por ele 
Pense em mim, chore por mim 
Liga pra mim, não, não liga pra ele 
Pra ele! Não chore por ele!

Lá em casa, dependendo do que puxem, a meninada canta de peito aberto, devido à memória do que ouvíamos no toca-fitas do pai e da mãe, durante a infância.

Então, por favor, não nos acuse de preconceito! Longe de nós, certo?

Mas que não conhecíamos o rapaz tão bem aqui no Rio de Janeiro, não conhecíamos.



Assim como muitos de meus amigos cariocas, senão todos, não conheciam Nico Fagundes.

Assim como as fitas de Leandro e Leonardo, fez parte da infância de muitos de meus amigos gaúchos assistir aos domingos de manhã o Galpão Crioulo, programa da RBS TV, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, comandado pelo muito querido Nico Fagundes, que, porventura, também morreu na mesma semana em que partiu Cristiano Araújo.

Nico era apresentador, poeta, compositor, advogado, historiador, folclorista e antropólogo. Sua mais famosa composição, o Canto Alegretense, é praticamente o segundo hino do Rio Grande do Sul.

Um expoente na pesquisa e representação da cultura tradicional gaúcha, Nico só na TV tinha meros 30 anos de carreira.

Não era tão bonito e nem tão jovem, do alto de seus bem vividos 80 anos, nem morreu de forma trágica, mas no contexto do regionalismo gaúcho, era mais líder que o Lasier tomando choque das uva no Jornal do Almoço.

Sempre vou morrer de rir vendo esse vídeo...


Embora tudo isso que eu disse, com exceção do Zero Hora, a morte de Nico não inspirou nossos jornalistas, e sua partida não foi digna de grandes notas na mídia nacional, o que é absolutamente lamentável, diante da grandeza de sua representatividade cultural.

Meu objetivo aqui não é diminuir o fenômeno que talvez tenha sido o sucesso de Cristiano Araújo, mas relativizar a importância que se dá a cada regionalismo dentro da pauta cultural de nosso país.

Basicamente o que o Zeca tentou fazer, mas foi muito infeliz na sua empreitada de comparar o evento com Jardim Secreto, convenhamos.

Que bosta foi aquela?!

Mas fora a comparação esdrúxula, concordo muito com o cara. Vou explicar por que.

Essa centralização do que é culturalmente valoroso nesse anteriormente citado eixo Sudeste  - Centro-Oeste magoa muito quem está de fora, pois negligencia figuras que, dada a devida importância, quem sabe enriqueceriam essa pauta.

E aqui não me refiro apenas aos sulistas, pois penso que o mesmo descaso se daria a uma persona de origem nortista ou nordestina.

Ainda que no caso de Ariano Suassuna tenham sido rendidas justas homenagens. Porém, curtas também, na minha opinião.

Mas, ainda assim, precisamos repensar, de novo e sempre, porque esquecemos a cultura de alguns rincões em detrimento da cultura de outros, ou ainda das metrópoles - das velhas e das emergentes - detentoras do PIB nacional.



quarta-feira, 1 de julho de 2015

Força na peruca!

Exposição coletiva que mostra a história do acessório, que começou no Egito, representou elegância na corte francesa e passou por períodos de decadência e preconceito. A evolução das perucas e sua importância histórica são apresentadas por meio de painéis e obras de artistas plásticos, criadas especialmente para a exposição.

 

Lá você ainda fica sabendo como doar cabelo para instituições que fazem perucas para pessoas que usam medicações que causam a perda do cabelo!

Início: 02/06/2015 | Término: 26/07/2015
Preço: Entrada franca

Local: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca) - Rio de Janeiro - Caixa Cultural

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Hamlet ou Morte

Um amigo querido me convidou pra assistir essa peça, que conta com iluminação dele e com uma companhia de teatro cheia de gente jovem e talentosa e que, se depender das críticas que andei vendo por aí, promete muita coisa!

A Cia. Os Trágicos promete

Sinopse

Em plena Inglaterra Elisabetana quatro condenados à morte recebem, como último pedido, o direito de se apresentarem à rainha na tentativa de escapar da forca. Sem muita noção do que é teatro, decidem encenar as poucas páginas de uma história fascinante, roubadas de um tal de Shakespeare. Até o padre decide ajudar, "oferecendo seus préstimos" à apresentação dos 4 larápios. 

Ficha Técnica

Autor: adaptação de obras shakespearianas
Elenco: Diogo Fujimura, Gabriel Canella, Mathias Wunder, Pedro Sarmento e Yuri Ribeiro
Direção e Adaptação: Adriana Maia
Cenário e Figurino: Adriano Ferreira
Programação visual: Rodrigo Drade
Audio visual : Diogo Fujimura 
Diretor de Produção : Mathias Wunder
Produção : Os Trágicos e Lotus Produções


A peça está em cartaz no Teatro Poeirinha, em Botafogo, até 28 de junho de 2015, de quinta a sábado, às 21h e domingos às 19h.

A gente se vê lá nesse fim de semana!

Teatro Poerinha
R. São João Batista, 104
Botafogo, Rio de Janeiro - RJ
22270-030, Brasil
+55 21 2537-8053
teatropoeira.com.br


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Infância, tiros e plumas


Um avião. Três estórias que se entrelaçam em um voo. Traição, ganância, assassinato e desilusão se encontram nesse voo, cheio de personagens tragicamente cotidianos e atuais.

Simplesmente não há palavras pra descrever o quanto essa peça é boa!

Texto incrivelmente atual de Jô Bilac, atuações estriônicas de tão engraçadas - destaque para Débora Lamm - cenário impecável e a luz e a trilha sonora são quase que personagens adicionais.

Basicamente a peça não existiria sem cenário, luz e som da maneira como estão.

Após temporada no SESC Ginástico e curta temporada no SESC Tijuca, a peça está indo para o amado Teatro Dulcina, para apresentações em 30 e 31 de julho e 01 e 02 de agosto.

No dia 14 de agosto eles partem para o CCBB de Belo Horizonte! Então, não perca essa oportunidade de ver essa peça sensacional!

Infância, tiros e plumas

Teatro Dulcina - Rua Alcindo Guanabara, 17, Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 2240-4879

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